quarta-feira, 22 de abril de 2009

Encontro com o Canal Futura

O Canal Futura veio à Belém no ultimo dia 15 de abril em conjunto com um grupo formado por 15 jovens de 13 a 18 anos,dentre ele/as participantes do Conselho Viração/PA,para participar de uma atividade de “Grupo Focal”. Um grupo de discussão que vai ter como ponto central um dos programas da Série “No Estranho Planeta dos Seres Audiovisuais”. Que estreou este mês no Futura. São 15 episódios que retratam de forma bem-humorada a história da relação humana com as representações visuais, dos primórdios do cinema ao advento das mais modernas tecnologias. Em foco, a relação entre imagem e realidade, o tempo e o espaço na produção audiovisual, as referências narrativas, a banalização da cultura, a vanguarda, a invasão da internet, a violência e o erotismo nas telas.
O programa será apresentado integralmente e depois será aberta uma discussão com os jovens. Esta atividade possibilita submeter os programas do futura à apreciação de grupos com recortes específicos (neste caso, os jovens), que geralmente trazem um retorno crítico sobre os programas, fazendo repensar aspectos importantes da produção e trazem contribuições significativas para a programação do Canal.

O encontro do Grupo Focal do Canal Futura – “No Estranho Planetas dos Seres Audiovisuais”,foi mediado por Renata Couto da área de Conteúdo do Futura.

Chamada do Conselho Viração sobre a I CNC.

A Rede de Jovens Comunicadores e Comunicadoras do Brasil, uma nova articulação da juventude pelo Direito Humano à Comunicação no país, vem, por meio desta, comemorar o anúncio da I Conferência Nacional de Comunicação pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva e reforçar a importância da participação da Juventude Brasileira na construção de políticas públicas de comunicação no país.

A Conferência de Comunicação é urgente, visto o momento sócio-político e cultural mundial que vem sendo transformado a cada dia pela inovação tecnológica na área da informação e da comunicação, o que pode provocar situações concretas de interação entre as pessoas no mundo inteiro com princípios globalizadores que promovam a emancipação justa da diversidade cultural. Além disso, no Brasil, a concentração dos meios de comunicação de massa em poucas mãos ganha cada vez mais força e poder no uso da informação junto às imagens, provocando um sentido arbitrariamente desigual no agendamento das discussões políticas, assim como no direcionamento desses diálogos.

Para nós, jovens brasileiros e brasileiras, falar em direito à comunicação no Brasil, é, sem dúvida, falar em promover um desenvolvimento sustentável da democracia nacional. É promover o acesso aos meios de produção, propiciar estímulo e fortalecer o potencial criativo da população. É um direito inalienável, pois se trata da expressão humana que muitas vezes é adormecida em decorrência dos processos de exclusão sócio-econômica. Acreditamos que a Comunicação é uma grande ferramenta de participação social, pois ela, aliada a processos democráticos de produção e circulação de conhecimentos, contribui de maneira decisiva para que as populações tenham assegurado os seus direitos de serem ouvidas, assim como de ouvirem uma diversidade de vozes.

"... para falar sobre a democratização da produção e do uso dos meios de, comunicação, temos a responsabilidade de alertar os governos de que antes de globalizar nosso discurso, temos que globalizar o acesso à informação. E se vamos unir esforços de vários povos para que isso aconteça, mais do que modificar a mídia, vamos usá-la para acabar com a violência, a miséria e o difícil acesso à educação.

Unir esforços significa lutar junto à mídia para levarmos cultura, entretenimento e educação de boa qualidade para toda a população". Com esse pensamento, adolescentes e profissionais da área construíram na IV Cúpula Mundial de Mídia para Crianças e Adolescentes que reuniu quase 2 mil pessoas para discutir a mídia para/de/com os jovens e apresentar alternativas de inclusão digital e mobilização sócio-cultural através da comunicação, no Rio de Janeiro, em 2004, uma carta com propostas para qualificar o acesso aos meios de produção para os jovens e a programação destinada ao público infanto-juvenil no mundo inteiro.

Em processo de formação, experimentando radicalmente sensações e histórias, crianças, adolescentes e jovens merecem atenção quanto ao direito de se comunicar. A vontade latente dessas pessoas nessa fase da vida de interagir com o mundo e de transformá-lo sempre faz com que eles busquem de modo bastante significativo formas de se comunicar com o espaço e com as pessoas.

Para tanto, é necessário que as propostas a serem apresentadas acrescentem ainda mais representatividade, tanto legal quanto política, a essa parcela de comunicadores e comunicadoras, sempre tão excluídos dos grandes meios como em qualquer outro segmento da sociedade. Estamos aqui falando de um momento histórico nas discussões sobre o direito constitucional de produzir e consumir comunicação, pois esse pode ser o pontapé inicial para a derrocada do sistema mediática atual, baseado nos grandes conglomerados de informação, que agem como máquinas capitalistas, visando o lucro acima do direito que as pessoas têm de receber informação idônea e transparente, além de produzir a sua comunicação sobre os anseios de suas comunidade, suas experiências e vivências, de forma a compartilhar com as outras pessoas as suas dificuldades e seus acertos e vitórias.

Também é preciso que sejam discutidas propostas que visem à garantia do acesso a políticas públicas de fomento as comunicações sociais e comunitárias, seja em quais âmbitos for, garantindo assim o direito a comunicação, não apenas de consumir e produzir, mas interagindo com outros produtores / consumidores e formando alianças e parcerias que visem o desenvolvimento de um sistema de informação alternativo, que bata de frente com o modelo baseado no capital especulativo e no objetivo de lucro, que é praticado pela totalidade dos meios comerciais atualmente. Para tanto, é necessário que, além das discussões sobre o acesso a comunicação, sejam constituídos meios reguladores efetivos para as concessões de rádio e TV, se baseando nos princípios da nossa carta maior, a Constituição do Brasil, que é totalmente desrespeitada nesse ponto específico. Ao propor esses meios, deve se ter cautela para não cair no contraponto da censura, o que seria um retrocesso às vitórias que conquistamos durante anos de luta por uma media igualitária e livre.

Isso prova que a necessidade de discutir e propor idéias para democratizar o acesso à comunicação no país também passa por uma questão edificante da perspectiva do público infanto-juvenil, que com criatividade, capacidade imaginativa e sensibilidade para as questões do mundo se comunicam o tempo inteiro e chamam atenção por onde passam por serem muitos, inquietos, em movimento.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Participação Politíca/Convite


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Conferência de Comunicação

Política de Comunicação

Representantes da Comissão Pró-Conferência Nacional de Comunicação reuniram-se com o assessor do Ministério das Comunicações, Marcelo Bechara, no dia 10 de fevereiro. Apresentaram sua proposta de tema,calendário e de composição do Grupo de Trabalho que coordenará o processo da 1ª Conferência Nacional. As definições sobre o processo e o decreto presidencial de convocação, no entanto, só devem ocorrer após o Carnaval. A proposta apresentada pela Comissão Pró-Conferência Nacional de Comunicação, baseada na definição de que a Conferência ocorrerá de 1º a 3º de dezembro, prevê um calendário com prazos até 22 de junho para as etapas de debates municipais e regionais, de 30 de junho a 15 de setembro para as conferências estaduais, deliberações e eleição de delegados, e sistematização das propostas até outubro. Além da sugestão do tema central "Comunicações: meios para a construção de direitos e de cidadania", a Comissão apresentou ao Minicom, também, a proposta de composição do Grupo de Trabalho para coordenar o processo com 30 membros. A ideia é ter 15 representantes de movimentos sociais, 10 do poder público e 5 de segmentos empresariais.Mas as definições ficarão a cargo do governo federal, responsável pela convocação da Conferência Nacional de Comunicação. Marcelo Bechara informou que o detalhamento do decreto a ser assinado pelo presidente da República convocando a Conferência e a Portaria designando o Grupo de Trabalho dependem de conversações entre diversos setores do governo, como o próprio Minicom, a Casa Civil e a Secretaria Nacional de Articulação Social da Presidência da República.O assessor do Minicom comprometeu-se em levar as propostas do movimento para o governo federal e de agendar nova reunião com aComissão para mais definições. A expectativa dos representantes dos movimentos sociais é de que a convocação da Conferência Nacional de Comunicação ocorra até o início de março.
http://www.fenaj.org.br/materia.php?id=2446

Fonte:Fenaj

sábado, 24 de janeiro de 2009

FMTL:Leonardo Boff defende modelos econômicos diferentes.

BELÉM (PA) -

Na semana que antecede o 9º Fórum Social Mundial, em Belém (PA), um dos idealizadores do encontro tem atraído as atenções de militantes e jornalistas que já chegaram para os eventos paralelos. O teólogo Leonardo Boff, que participa do 3º Fórum Mundial de Teologia e Libertação, caminha sempre acompanhado por curiosos e seguidores, que pedem autógrafos e fotos. A cada palestra, muitos aplausos e emoção.Boff acredita que o Fórum Social Mundial ocorre este ano em um momento especial, no qual ficou comprovado o fracasso do sistema neoliberal e em que a eleição de Barack Obama para a presidência dos Estados Unidos mostra que outro mundo é efetivamente possível.“Precisamos buscar saída na economia plural”, alerta o teólogo, para quem a nova economia vai se opor ao globalismo e será cada vez mais ligada à produção regional e à reciclagem de materiais.“Cada região precisa de um modelo econômico diferente. A Amazônia é uma delas. Chico Mendes queria o desenvolvimento da Amazônia, mas baseado no extrativismo.”Para Boff, durante o Fórum Social Mundial, o Brasil terá que reduzir o nível de “arrogância” e aceitar que outras organizações e países opinem na construção de um plano para o futuro da Amazônia.“Mais importante agora é que o governo brasileiro aproveite o fórum para retomar o diálogo com os movimentos sociais, com as comunidades indígenas e tradicionais. O governo precisa ouvir as críticas sobre as grandes obras, como hidrelétricas e a transposição do São Francisco. São os ribeirinhos e os indígenas que sabem o que prejudica a Amazônia, o Cerrado e a natureza como um todo.”Aos 70 anos, Leonardo Boff foi um dos idealizadores da Teologia da Libertação, que entre as décadas de 60 e 70 estimulou a ação de religiosos em defesa dos pobres. Críticas à Igreja e a defesa da visão política marxista foram utilizadas como justificativa para a expulsão de Boff da Ordem Franciscana, em 1992, em um processo escrito pelo atual papa, Joseph Ratzinger, então responsável pela Congregação da Doutrina e da Fé.“Ele mantém a linha teológica, mantém a Igreja voltada para si mesma”, critica o teólogo brasileiro. “Ratzinger persiste em um projeto pastoral voltado para evangelizar a Europa e dar um rosto cristão ao processo de globalização. Precisamos reduzir os abismos com outras religiões e culturas, em vez de acentuá-los.”Para Boff, os teólogos da libertação têm o desafio hoje de perceber que não apenas os pobres são oprimidos e precisam de ajuda, mas a Terra como um todo. “As crises fazem com que os seres humanos se articulem para enfrentar as crises. E precisamos nos unir sob a perspectiva da fé e da sacralidade da vida.”
Fonte:(Agência Brasil)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Fórum Mundial de Mídias Livres/Convite

Convite ao FMML - Belém, 2009
Convite ao Fórum Mundial de Mídia Livre – Belém do Pará, Brasil, 26 e 27 de janeiro de 2009
Às vésperas do Fórum Social Mundial, midialivristas de todo planeta se reúnem para somar forças e discutir a criação de novas formas de comunicação. Para aqueles(as) que praticam e lutam cotidianamente por uma outra comunicação, o momento presente combina a ampliação de oportunidades com o acirramento das desigualdades. Ao mesmo tempo em que se multiplicam iniciativas cidadãs e contra-hegemônicas de comunicação, acentua-se a concentração das grandes corporações de mídia e explicita-se o papel desses grupos como suporte do discurso hegemônico.
1. Os 30 anos de hegemonia neoliberal que antecederam a atual crise econômica modificaram o mundo, a subjetividade, o imaginário humano e o papel da informação na sociedade. Já as últimas décadas de mudanças tecnológicas, de mutações no capitalismo, de invenção de outras formas de compartilhar, viver, trabalhar, apontam para a crise dos modelos neoliberais e para a emergência de novos paradigmas e outros imaginários.
2. Um consenso social tem sido modelado pelos sistemas de comunicação interligados por interesses e tecnologias avassaladores. Ao mesmo tempo, novas formas de resistência e contra-discursos surgem e se disseminam buscando quebrar os "consensos". Apesar das limitações, as novas tecnologias servem à democracia participativa e surgem com impacto global e capacidade de articular redes, que funcionam sob novos modelos.
3. Uma engrenagem dioturna, formada por grandes conglomerados da comunicação, reproduz e vocaliza a mesma narrativa hegemônica que condiciona impulsos, vontades, expectativas. Por outro lado, a possibilidade da construção de outras narrativas e da apropriação de novas mídias por novos sujeitos do discurso (coletivos, periferias, minorias, etc.) é uma criação experimentada local, nacional e globalmente, a despeito de novas formas de alienação. Nunca os processos culturais, a economia criativa, a valoração da informação e do conhecimento foram tão cruciais para se pensar a sociedade.
4. Esteja explícito ou não, muitas pessoas, redes, grupos estão condicionados a forças descomunais cujo poder destrutivo evidencia-se na incerteza desses dias, marcados por um modelo de sociedade cada vez mais socialmente injusto, economicamente insustentável, ambientalmente destrutivo, moralmente aético, acrítico e permissivo. A crise do capitalismo, da mídia de massa e do pensamento único cria, no entanto, uma oportunidade de reconfiguração das discussões sobre o papel da comunicação e da informação no mundo contemporâneo.
5. Desvelou-se, neste crash financeiro, o papel da mídia oligopólica com influência crescente sobre os destinos da sociedade, inclusive omitindo e isolando vozes e fatos dissonantes. As intersecções entre a mídia e o poder dos mercados desregulados estreitaram-se nesses 30 anos. A financeirização da economia gerou uma contrapartida de financeirização do noticiário, adicionando-se um novo instrumento à manipulação da economia. Nada mais ilustrativo desse comprometimento do que o persistente malabarismo de ocultação de um sistema especulativo só reconhecido quando sua explosão ganhou evidência incontornável.
6. Estados, governos, democracias e processos de desenvolvimento foram colocados à mercê dos desígnios e chantagens impulsionados por essa lógica auto-destrutiva. A crise financeira expõe a crise do neoliberalismo. As grandes estruturas de comunicação avalizaram esse processo, emprestando-lhe legitimidade, sedução e argumentação coercitivos. Sobretudo, revestindo-o de múltiplas estratégias de desqualificação das vozes dissonantes ecoadas por governantes, partidos, lideranças sociais ou mesmo pela resistência de uma subjetividade atemorizada e constrangida.
7. Não é mais possível lutar pela democratização econômica e social do mundo ou de uma aldeia, sem erigir muitas vozes dos mais diversos alcances, com influência internacional capaz de se contrapor à usina forjadora de supostos consensos sociais. Da mesma forma que o capitalismo é global, as lutas e a resistência são globais. Não queremos produzir um novo consenso, mas defender a possibilidade das diferenças e dos dissensos.
8. Essas vozes não serão um uníssono de sinal inverso ao que se combate, mas justamente a combinação harmônica das distintas e variadas vozes que hoje se levantam a partir da afirmação do direito à comunicação dos diversos grupos e indivíduos comprometidos com a luta por justiça social, e que tem nessa diversidade a sua fortaleza.

9.Neste momento, é ainda mais importante que os veículos não alinhados ao pensamento hegemônico, os produtores independentes de mídia e todos aqueles(as) que se pautam diariamente contra as injustiças e opressões decorrentes do neoliberalismo se reconheçam na semelhança e na pluralidade de suas inquietudes. A responsabilidade que nos une deve se materializar em fóruns e ações de abrangência que se contraponham à crise que se alastra por todo o globo.
10. Convidamos assim os veículos de informação democrática, as comunidades, os coletivos, as entidades, os movimentos sociais, os blogueiros e cada individuo – que é em si um comunicador -, a participar do I Fórum Mundial de Mídia Livre, que acontece no Brasil (em Belém do Pará), nos dias 26 e 27 de janeiro de 2009.
As conclusões do FMML terão importante incidência política nas deliberações do Fórum Social Mundial, que acontece nessa mesma cidade, a partir do dia 27 de janeiro de 2009.11.
Certos de que compartilhamos as mesmas preocupações e sentimento de urgência na construção de uma mídia livre e democrática, aguardamos a confirmação de sua presença.

Fórum de Mídia Livre, Brasil, novembro de 2008
Fonte:Abaixo.
Mais Informações: forumdemidialivre@gmail.com
http://forumdemidialivre.blogspot.com/ Inscrições.

Dicas e orientações para a caminhada do FSM!

FSM 2009.

Objetivando a consolidação de um processo qualitativo no que se refere à caminhada de abertura do FSM na Amazônia, apresentam-se a seguir algumas orientações às organizações e indivíduos que participarão deste momento.

- O trajeto da caminhada deverá ser da escadinha do cais do porto (local de concentração para a abertura do FSM 2009), seguindo pela avenida Presidente Vargas, avenida Nazaré, avenida Magalhães Barata, finalizando no mercado de São Braz;

- Sugere-se às organizações e indivíduos que participarão da caminhada de abertura do FSM 2009 trazer instrumentos e adereços como tambores, bumbos, cornetas, flâmulas, faixas, bandeiras, etc;

- A utilização de equipamentos com sonorização mecânica como trio-elétrico, carro-som, bicicleta-som, etc, não estão autorizados, pois a grande concentração deste tipo de equipamento em funcionamento, ao mesmo tempo, atua como intenso poluidor (sonoro) ambiental;

- Os atos e manifestações públicas das organizações e indivíduos que participarão da caminhada de abertura do FSM 2009 não deverão obstruir a continuação desta caminhada, sempre prezando pela integridade física e moral de todos aqueles que participarão deste momento, inclusive respeitando o caráter da não-violência, espírito do FSM;

- Como o Fórum acontecerá em um período bastante chuvoso na região amazônica, e especificamente em Belém, orienta-se que todos(as) os(as) participantes venham protegidos(as) para esta situação, com capa de chuva, sombrinha, guarda-chuva, etc, pois há grande possibilidade que esta chuva caia no momento da caminhada de abertura do FSM 2009.

Fonte:GT de Metodologia do FSM.
Edição:Conselho Viração.